Publicidade

Publicidade

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE
Agende já, a consulta do seu Pet, temos profissionais qualificados para lhe atender.

sábado, 8 de maio de 2021

Em Natal

O mais letal: sete a cada 10 intubados nas UTIs do Hospital Municipal de Natal morrem

Hospital Municipal de Natal tem a maior taxa de mortalidade das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte. Com índice de óbitos alcançado 70,59%, o local registrou sete mortes a cada 10 internações entre os dias 24 de março a 23 de abril deste ano.

O Hospital Municipal de Natal (HMN) tem a maior taxa de mortalidade das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para casos Covid-19 no Rio Grande do Norte. O índice de óbitos chega a 70,59%, segundo Relatório de Indicadores Assistenciais da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). O número significa que a cada dez pessoas atendidas nas UTIs pela unidade, sete delas morreram durante a internação.

O estudo feito pela Sesap quantificou as mortes por Covid-19 nas UTIs de 14 hospitais no período de 24 de março a 23 de abril. No documento, obtido com exclusividade pela Reportagem, os nomes dos hospitais não são mencionados. No entanto, fontes da Sesap ouvidas pela reportagem confirmaram que o Hospital Municipal de Natal é, de fato, o recordista — em dados percentuais — de mortes em leitos de terapia intensiva. A Redação também requereu, baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI), acesso aos dados completos do levantamento.

Apesar de o relatório afirmar que o índice de mortalidade na unidade é de 70,59%, de acordo com os dados da Sesap, a taxa de mortalidade nos 21 leitos de UTI do HMN é maior entre os pacientes que são intubados. Informações do Núcleo de Regulação Interna (NIR) do hospital, confirmadas pela Reportagem, apontam que a taxa de óbito entre os pacientes intubados supera os 80%.

No período entre 24 de março a 23 de abril, o hospital registrou 49 internações em leitos de UTI Covid-19. Deste total, de acordo com a unidade hospitalar, 40 pessoas morreram durante a internação e apenas nove receberam alta médica. Ou seja, a taxa de mortalidade foi de 81%.

Enquanto isso, a média de mortes entre os pacientes internados em UTIs no RN é de 40,45%, segundo o Relatório de Indicadores Assistenciais da Sesap. Ou seja, os índices do HMN são quase o dobro da média estadual — em que quatro a cada dez internados em UTIs Covid-19 morrem.

Para efeito de comparação, o segundo lugar no ranking de hospitais com as maiores taxas registrou 57,30% no índice de mortalidade. Na outra ponta tabela, o hospital com o menor registro obteve 20% de óbitos nos atendimentos em UTIs.

A Redação procurou o secretário de saúde do município de Natal, George Antunes, mas até o fechamento desta edição não recebeu retorno.

Após a visita da reportagem ao HMN, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde procurou a reportagem para informar que o percentual de óbitos apresentado pelo Núcleo de Regulação Interna da unidade hospitalar não seria de 80%, e negou que esse levantamento fosse feito pelo hospital.

Estrutura precária e “área suja”

Uma funcionária do hospital municipal, que prefere não ser identificada, relatou que é frequente a quebra de equipamentos, principalmente, o elevador. Com isso, pacientes infectados ou com suspeita da Covi-19 acabam circulando pelas áreas destinadas ao tratamento de outras enfermidades.

Sem elevador, para que cheguem até a área reservada aos casos de infecção pelo coronavírus, os pacientes com Covid-19 passam pela urgência ortopédica da unidade. A circulação dos infectado nesta área pode causar novos contágios dentro do hospital – seja em pacientes ou funcionários.

Ainda de acordo com a funcionária, a gestão do hospital criou um “protocolo” para que pacientes passem da chamada “área suja”, que é o lugar onde são dispostos pacientes diagnosticados com Covid-19, para a “área limpa”, lugar onde ficam os demais pacientes.

“Esse protocolo exige que seja feita uma higienização após a passagem dos infectados, mas é passado apenas um pano no chão”, afirma.

Procurado pela reportagem, o hospital negou as informações. A gerente do Serviço Social da unidade, Geila Neto, disse que não existe esse protocolo, mas admitiu que a situação aconteceu apenas uma vez. Segundo ela, os casos clínicos de outras enfermidades não são expostos a pacientes contagiados pela Covid-19.

Necrotério próximo da cozinha

O Hospital Municipal de Natal passou por uma reforma onde foi construído um novo necrotério. A área escolhida foi ao lado da cozinha. Mas o antigo necrotério continua sendo usado. O que deveria ser uma solução se transformou em um mórbido problema. Os corpos passam pelo corredor entre o refeitório e a cozinha quando são levados até a estrutura. “No início da pandemia passavam nos horários de refeição, enquanto os funcionários se alimentavam”, declara uma funcionária da unidade.

Após denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde) o horário de transferência dos corpos foi mudado. Agora, os corpos são transportados de um necrotério para o outro à noite ou em horários de não refeição.

Redação Folha do RN via Novo

Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Publicidade

Publicidade