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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Aos 43 anos, morre a aranha mais velha do mundo em esconderijo na Austrália

Apelidada de "16", a matriarca de alçapão bateu o recorde de uma tarântula de 28 anos encontrada no México; ela morreu após ser picada por uma vespa

Aranha apelidada de
Reprodução/Leanda Mason
Aranha apelidada de "16" ajudou os cientistas a coletarem dados acerca do comportamento e evolução dos aracnídeos
A aranha mais velha do mundo acaba de morrer, com 43 anos, na Austrália. De acordo com pesquisadores, o aracnídeo foi responsável por ajudar em diferentes estudos demográficos após um longo monitoramento de sua vida.
 
O tempo de vida da matriarca da espécie alçapão ultrapassou o recorde de uma tarântula encontrada no México, que viveu aproximadamente 28 anos. Segundo informações do Conservation Biology Journal , a aranha não morreu devido à idade avançada, mas sim depois de ser picada por uma vespa.

Monitoramento da aranha de alçapão

Apelidada de “16”, o animal pertencente ao grupo dos artrópodes ajudou os cientistas a coletarem dados acerca do comportamento dos aracnídeos que habitam diferentes locais da Austrália, o que inclui jardins domésticos.

"Até onde sabemos, esta é a aranha mais antiga já encontrada em todo mundo. Durante sua vida, ela nos permitiu grandes feitos científicos e investigações aprofundadas sobre a dinâmica populacional de sua espécie”, afirmou a autora do estudo e pesquisadora da Universidade Curtin, Leanda Mason ao The Guardian .

Mason explicou que a “16” foi encontrada em 1974, na região central do cinturão de trigo da Austrália Ocidental, após a pesquisadora Barbara York Main iniciar um projeto que ainda visa descobrir detalhes sobre a vida, reprodução e evolução das aranhas.

Com o estudo, os especialistas puderam identificar que as aranhas fêmeas do alçapão permanecem dentro e ao redor da mesma toca praticamente durante toda a vida, o que também facilitou o acompanhamento durante várias décadas.

Além disso, houve uma melhor compreensão de como as mudanças climáticas e do desmatamento poderiam afetar as espécies, que sofrem com o estresse causado por tais fatores.

"Através da pesquisa detalhada de Barbara, fomos capazes de determinar que a vida útil da aranha alçapão é ocasionada por suas características, e por pequenos modos de viver, como a morada em arbustos nativos sujos, e o sedentarismo que desencadeia uma baixa no metabolismo", disse.

"A aranha de alçapão, apesar da aparência intimidadora, nunca representou uma ameaça aos humanos. Sua mordida causa no máximo dor e inchaço”, concluiu Mason.
Redação do Portal Folha do RN via último segundo
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